Anônimo de Araújo

Quando a gente decide escrever um blog, tem que tomar um monte de cuidados.

Se você não tiver um tema específico e impessoal para escrever – tipo futebol ou culinária – e escolhe usar o seu dia-a-dia como tema, precisa tomar uma série de precauções. Como não é uma obra de ficção, os atores são pessoas reais e, na maioria das vezes, próximas a você. É preciso, assim, atenção redobrada para não expôr seus amigos, magoar seus colegas ou enfurecer seus inimigos. Caso contrário, perdem-se aqueles e ganham-se estes. Proporcionalmente. Isso limita um pouco as situações sobre as quais você pode escrever, debater, discutir. Especialmente quando envolvem temas ligados à sua vida profissional – porque, como você já deve ter notado, algumas coisas que escrevo são carregadas de críticas. Abertas ou veladas.

Para contornar esse problema eu precisava tomar uma decisão: escrever o meu blog ou fazê-lo anonimamente. Deste jeito tem-se mais liberdade e menos compromisso com a realidade, mas vive-se uma vida secreta e, se algum dia seu blog crescer, você terá que se dividir entre as duas, Bruce Wayne. Quando você opta por assinar o que publica, torna-se refém de suas opiniões, por suas conseqüências, ao mesmo tempo em que leva o crédito e afaga seu ego – talvez a principal razão por se lançar nessa aventura.

Levar o crédito representa, então, o ônus e o bônus. E como agora todos vocês já sabem que eu sou eu mesmo – e vice-versa – preciso tomar um enorme cuidado com os temas, os caminhos, humores, opiniões e conclusões. Temas ásperos precisarão ser amaciados. Os delicados requerem sutileza e, os pesados, leveza. Além, é claro, de contar muitas histórias que “um amigo meu” vivi.

Caceta, essa introdução ficou tão extensa que vou deixar o assunto propriamente dito para amanhã. (Só no meu blog mesmo para a introdução virar assunto principal. É que eu ainda sou café com leite…) Xau.

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