… cala-se quem tem juízo!

lula_de_novo_2Infelizmente esse não é o caso do nosso presidente. Quando escrevi o post de ontem – deixando, inclusive, as reticências em aberto – não imaginava que as fecharia hoje.

Errei feio! Acreditava que algum ajuizado haveria de dizer-lhe que esse tipo de comentário não caía bem. Que não adianta o Brasil pressionar os EUA, porque isso não faz a menor diferença no cenário deles. Eles não sabem nem onde fica nossa capital, Buenos Aires…

Pois então, o acordo não foi fechado. O que vem agora, Lula? Vai propôr na ONU um embargo econômico aos EUA para que o acordo saia logo? Uma invasão militar junto com seu amigo venezuelano – repararam como até ele está caladinho? Vai deixar os parlamentares americanos de castigo: uma semana sem sobremesa? Ou algo mais arrojado, tipo uma instituir um feriado nacional em que só será permitido falar na língua do “P”?

Lula, o seu acordo ortográfico não segurou a Bolsa! Você tem que ficar preocupado sim, caceta! A não ser que uma queda de 10% no índice Bovespa não seja algo que te preocupe. A não ser que a possibilidade de uma fuga em massa de recursos do país não te aflija. Dizer que o país está preparado, que nada vai nos acontecer é o mesmo que colocar três sacos de areia na porta de casa e esperar o Katrina.

Como fiz no post da educação, preciso fazer um disclosure: não sou economista nem contador, não trabalho com isso e nem entendo muito disso. Mas entendo muito menos quando o presidente de um país ansioso com uma situação altamente instável parece menosprezar tal situação.

lingua_do_pDesconfio muito da competência de um líder que (preventivamente) põe a culpa de seus problemas no ambiente externo. Quem culpa fatores externos, não sabe o que faz com os internos.

Talvez os americanos não tenham a experiência que nossos políticos têm em lidar com Marka, FonteCindam, Coroa-Brastel, ou não saibam como se traduz SUDAM, SUDENE, PROER e que tais. Porque aí sim, fica tudo mais fácil. Só que o Banco Central Americano escolhe se vai entregar esse dinheiro ou não – por mais traumática que seja a decisão. Noutras terras isso já vem combinado antes do rombo. Manda quem pode, paga quem não tem escolha.

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