Boas novas!

Foi o mundo que piorou muito ou o jornalismo que melhorou? Não entendo muito sobre o mercado gráfico, políticas editoriais e afins, mas tem sido difícil ler jornal ultimamente. Há muito deixei de assinar a versão impressa. Em banca, nunca comprei. Entre uma zapeada e outra na internet, gasto uns 30-45 minutos por dia. Para quê?

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O trinômio crise-corrupção-violência, que deve responder por uns 60% do espaço nos diários, está se tornando um estorvo, uma dose diária de sofrimento. A apreensão aflita perante a crise (da vez), a raiva contida frente à corrupção e o medo impotente ante à violência me faz querer mergulhar numa abençoada ignorância, voltar à cômoda alienação.

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Quando eu era criança havia um jornal chamado “O POVO” que era algo absolutamente assustador, por seu conteúdo sanguinolento. Numa época em que todo cuidado era muito, as manchetes mais pueris eram do quilate de “Matou a família e foi ao cinema”. E, para compor o singelo quadro, fotos de cabeças relutantemente separadas de seus corpos teimosos ilustravam o periódico.

Fora as grotescas imagens, o que difere aquela lista de tarefas do IML dos principais jornais de hoje?

Nem tudo está perdido: São Paulo teve um dia de verão hoje. Reconfortante, não?

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