Para, respira, segue!

Precisei buscar alguns vídeos motivacionais para fazer um post na Intranet aqui da Adrenax e, como cinéfilo que sou, a tarefa (ops!) acabou rendendo um pouco mais do que o planejado. Na minha época de Gerente de Produtos, eu acrescentava trechos de filmes em minhas palestras para tentar inflamar uma sempre exigente força de vendas. Comecei com Coração Valente (Braveheart – "I am William Wallace!"), passei por Minha Amada Imortal (Immortal Beloved – Ode à alegria) e cheguei em Rocky Balboa ("It ain't about how hard you hit. It's about how hard you can get hit and keep moving forward!").

Mas são todos filmes. Mesmo que alguns sejam baseados em histórias reais, essas passagens são sempre romanceadas, floreadas. Por isso, de todos os vídeos a que recorremos nesses momentos, um dos que mais gosto é o do início de um jogo de basquete da NBA de 2003, entre o Portland Trail Blazers e o Dallas Mavericks. Um concurso nacional levou a menina Natalie Gilbert (de apenas treze anos) ao ginásio para cantar o hino americano diante de quase 20 mil espectadores – além dos que a assistiam pela TV.

Eis que, na metade do hino, Natalie esqueceu a letra. Seu total constrangimento não impediu que todo o estádio a vaiasse sonoramente. Foi quando o treinador do time da casa, Maurice "Mo" Cheeks postou-se ao lado dela, segurou sua mão com o microfone e foi sussurando-lhe os versos restantes.

 

 

Os presentes, que antes vaiavam, agora cantavam junto e, ao final, aplaudiam de pé – algo raro em se tratando de americanos. Ao final, a menina não conseguia demonstrar sua gratidão. E Mo Cheeks, numa entrevista dias depois do episódio, revelou que não sabia a letra direito. Não tinha certeza do que faria quando chegasse perto de Natalie. "Eu só sabia que não podia deixá-la ali, naquela situação", disse. De arrepiar!

4 pensamentos em “Para, respira, segue!”

  1. Algumas poucas considerações….
    O meu post de hj confesso que foi originado em nossa troca de e-mails. Fiz uma pequena citação e espero levar alguns leitores pois coloquei seu link lá no posto.
    Ese lance do hino na NBA é sensacional! Mas o time acabou perdendo… rsrsrs
    Vc viu um filme falando do Beethoven ano passado? Eles copiaram descaradamene a cena da 9a!
    E Rocky… putz… sou fã dele!! Sério! Já coloquei 2 discursos dele na minha lista de melhores discursos da história do cinema e já está programado mais um na 2a. Tem essa versão aqui (http://br.youtube.com/watch?v=r3wuXyOUKJw&feature=related) do mesmo que vc usou, mas foi um
    teaser antes do lançamento nos cinemas.
    Abraço
    Balu

  2. Eu vi o seu post sim! Obrigado pelo “amigo blogueiro”. Citações e links são sempre bem-vindos. Acho que nossos temas e abordagens têm muitas coisas em comum.
    Eu não vi esse novo filme do Beethoven. Mas o mais interessante é que no meio do filme, o personagem que conta a história pergunta a Ludwig de onde ele tira a inspiração para as músicas que compõe, e ele diz que é a representação de algum sentimento, alguma lembrança. Daí a cena do menino correndo na floresta e deitando no lago. Perceba também que quando ele deita no lago e a câmera se afasta, refletindo o céu, é uma alusão a uma de suas mais célebres frases: “Quem sou eu perto do Universo”. Muito bacana, né?
    As cenas do Rocky funcionam muito bem como motivação. Esse discurso do Rocky Balboa cai muito bem para quando as pessoas estão pensando em desistir e ficam reclamando da vida. Outra cena que gosto muito é a do treinamento do Rocky 2. Dá para fazer várias alusões (os trilhos são os vários caminhos; carregar o mundo nas costas e quase desistir; saltar obstáculos: as pessoas seguindo-o na rua, querendo ser como ele etc.).
    Sobre discursos no cinema, há coisas que só Al Pacino consegue fazer…
    Coloquei um discurso (triplo) no post Justiceiros: santos e pagãos que considero um dos mais inflamados. Já o tema, bom, polêmico…

  3. É muito emocionante! Quase choro sempre que vejo!
    Apenas o outro lado do vídeo… Incrível que quando as pessoas vêem outra se “afogando”, pisam na cabeça, vaiam, tripudiam, mas, depois, quando alguém resolve salvar o afogado, todo mundo também quer ser herói, né?
    Beijos!

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