O nascimento do autoatrapalha

Depois dos calmos Quem mexeu no meu monge? e O monge, o queijo e a vida real, eu havia prometido não falar mais de livros de autoajuda. Mas quando vejo uma revista de administração que se diz topo-de-linha, onde um articulista pretensamente idem vem com essa balela de “o seu sucesso só depende de você”, “você tem as rédeas da sua vida” e coisas semelhantes, eu não consigo me conter.

Pensei um pouco mais a fundo sobre o tema – pelo menos ele serve para alguma coisa – e bolei uma teoria que agora divido com vocês, em primeira mão. Mas segura aí porque vai doer! Senão vejamos:

- Vai lá, tigrão!
– Vai lá, tigrão!

A maioria desses livros se apóia na seguinte falácia:

Você é brilhante e para ser um sucesso só falta querer! Isto é:

SER UM GÊNIO + QUERER SER UM SUCESSO = SER UM SUCESSO!

Bom, se você já é um gênio e a única coisa que faltava para ser um sucesso era querer ser um sucesso, então tudo está resolvido. Porque depois de ler o livro de autoajuda você também passou a querer ser um sucesso! OK, então eu concordo que as pessoas devem ler UM livro de autoajuda, porque ele as fará querer ser um sucesso.

Bom, então o passo seguinte é todo mundo virar um sucesso, certo? Mas peraí, nem todo mundo é um sucesso… Então deve ter alguma coisa errada com a equação acima.

Se a segunda premissa é verdadeira (afinal, quem não quer ser um sucesso?) e o resultado esperado não aconteceu, então deve ter alguma coisa errada com a primeira premissa.

Exatamente! O problema está aí! Você não é um gênio…

Há algumas razões para isso. Mas há, também, muita esperança e você não precisa desanimar!

Em primeiro lugar não há motivos para ficar triste agora. Eu também não sou um gênio, porque também quero ser um sucesso, mas não sou. Logo, você tem ao menos a minha companhia.

Então, depois de ler o seu primeiro livro de autoajuda, você descobriu duas coisas:

1. Você não é brilhante;

2. Você precisa querer ser um sucesso – e isso você já quer!

Então, a única coisa que você precisa consertar é a primeira. Você precisa ser brilhante e, para isso, só existe uma maneira: RALAR, ESTUDAR!

O grande problema disso é que as pessoas não querem ralar, não querem estudar, querem o menor esforço. Elas querem ser brilhantes – e, consequentemente, um sucesso – sem nenhum trabalho. E os picaretas que escrevem livros de autoajuda prometem exatamente isso: você vai tornar-se um sucesso da noite para o dia sem nenhum esforço. Claro, porque querer ser um sucesso não dá trabalho nenhum e é, aliás, uma tendência natural do ser humano. Praticamente uma obrigação.

Aí, o sujeito nada brilhante que lê esse livro prefere acreditar somente na parte que diz que ele vai ser um sucesso sem fazer nada, do que na que diz que ele vai ter que estudar muito e que isso vai dar um trabalho danado.

Más notícias, amigo: isso não vai acontecer.

6a00e554b11a2e8833010536190a95970c-250wiRecentemente o Malcolm Gladwell abordou esse tema em Fora-de-série – que você não leu porque tinha nas mãos a décima versão de “O padre e a cafetina” – mostrando que há três fatores essenciais para o sucesso: ser brilhante, praticar e sorte.

Você – que, lembre, não é brilhante – acha que estudar dá trabalho, praticar dá mais ainda e prefere, assim, apostar tudo na sorte. Afinal de contas, os papas da autoajuda dizem que se você realmente acreditar, a sorte virá. E você acredita. Senta em cima da sua bunda e fica esperando. Só que eles te enganam, espertamente esquecendo de dizer que você precisa se esforçar um pouco, ao menos. É como se Deus te dissesse que você vai ficar rico ganhando na loteria e aí você nem sequer se dá ao trabalho de comprar o bilhete.

Certa vez o magnata do petróleo Jean Paul Getty deu sua receita de sucesso: “Acorde cedo, trabalhe muito, ache petróleo”. Perfeito! O problema é que ela só funcionou para cinco pessoas até hoje. Eu, particularmente, não tenho nenhum amigo que achou petróleo na rua. Tudo bem, eu tenho poucos amigos. Talvez você conheça alguém que achou.

Mas não, as pessoas continuam a acreditar nisso. Tinha uma pessoa que trabalhava comigo que sonhava com uma posição na área comercial – onde era preciso estudar muito, falar muito bem para ser convincente e ter facilidade com números. Tudo o que essa pessoa não tinha – e que demoraria muito para conseguir. Eu brigava com o meu chefe, porque em vez de ficar incentivando esse sonho inalcançável, penso que ele deveria apontar-lhe caminhos mais factíveis, de acordo com as habilidades que ela já tinha, ou com as que conseguiria desenvolver mais facilmente.

"Meu sonho é ser um Smurf..."
“Meu sonho é ser um Smurf…”

Sonhos impossíveis não servem para manter a esperança acesa. Servem para confirmar um futuro frustrado. Dizem que devemos deixar as pessoas sonharem com o que quiserem. Tudo bem, desde que realmente saibam que aquilo é uma fantasia. Tipo Smurfs voadores ou baleias falantes.

Mas sonhar em ser astro da novela das oito (a menos que você realmente esteja se dedicando à carreira de ator) ou campeão do mundo de futebol (desde que você tenha entrado na escolinha com três anos de idade) não te farão uma pessoa feliz. Não faz bem querer ser bebê Johnson’s com vinte e nove anos.

Claro que é melhor sonhar do que ser pessimista. Mas sonhar enquanto faz alguma coisa pelo seu sonho é melhor ainda! Então vá lá! Leia um livro de autoajuda. Qualquer um, porque tanto faz. Se você já leu, então mãos à obra, vá estudar! Mas se começar a ler o segundo livro de autoajuda, então definitivamente você não é um gênio.

Outra prova disso, é que livros de autoajuda vendem milhões de cópias e os casos de sucesso são bem menos frequentes do que isso. Então a fórmula não funciona. No todo, ou em parte dela. Qual parte? Provavelmente a que diz que você é um gênio.

O que esses livros realmente dizem, nas entrelinhas, é que todos nós somos uns bostas. Porque se só depende de nós sermos um sucesso – e mesmo assim somos um bostas – então quer dizer que somos realmente uns bostas. Ninguém prefere continuar a ser um bosta se tiver a opção de ser um sucesso ao alcance das mãos.

Talvez o problema resida no fato de as pessoas darem um valor desmedido à esperança e aos elogios (“Você é um gênio e, para ser um sucesso, só falta querer!”). Num interessante artigo sobre Qualidade e Performance, Peter Scholtes conta a ilustrativa história vivida pelos pilotos e instrutores da Força Aérea de Israel.

"Quero ser igual ao Tom Cruise!"
“Quero ser igual ao Tom Cruise!”

Estes notaram que, depois de um vôo ruim, seus pilotos eram repreendidos e, então, melhoravam a performance. Por outro lado, os pilotos que faziam bons vôos e recebiam elogios acabavam por piorar suas performances nas tarefas subsequentes.

Mas em vez de atribuir a melhora da performance à reprimenda e a piora ao elogio, eles perceberam que as mudanças nada mais eram do que caminhos naturais.

Quando você atinge a sua melhor marca, o caminho natural é piorar. Do mesmo modo, quando faz um trabalho ruim, provavelmente vai melhorar depois. Naturalmente.

Então, quando você está no fundo do poço, só há um lugar para onde pode ir: para cima. Há até um nome técnico para isso: regressão à média.

Antes de ser um pessimista-fatalista, espero que você veja nesse texto uma necessária dose de realidade na hora de pensar em seus sonhos. A tão propalada autoajuda dos livros adormece suas ambições, travestindo-as de falsa esperança. Ela te embala com a promessa de um maravilhoso sonho, enquanto você vive uma dura realidade, bem diferente daquela pintada em letras douradas na conta-corrente do autor que te engana. Assim, a grande falácia da autoajuda nada mais é do que uma grotesca lorota de autoatrapalha.

21 pensamentos em “O nascimento do autoatrapalha”

  1. Eita! Muito bom esse seu texto, hein?
    Sou suspeita para criticar livros de auto-ajuda, porque nunca li nenhum. No entanto, confesso o inconfessável: gosto muito de comédias românticas, ahaha! Acho que ambos, livros e filmes, se prestam à ilusão que “tudo pode ser, só basta acreditar” (ih, aí já é uma música da Xuxa).
    No entanto, como você escreveu com tanto estilo e propriedade, querer é só o início do processo. Depois vem o trabalho, dedicação, estudo. Ao invés de ler livros de auto-ajuda, pesquise sobre a vida das pessoas que admira. Certamente, iremos descobrir que “O sucesso não ocorre por acaso” (título de um livro que não li…).
    Acho que no fim das contas, os livros de auto-ajuda são uma simplificação da psicologia, que podem até servir para impulsionar, desde que, após a leitura, não se fique esperando o sucesso cair do céu.

  2. Bom dia a todos! Bem..passei a ser leitor desse maravilhoso blog tem pouco tempo, mas venho todo dia ler seus ótimos textos, visto que sou um daqueles que foi influenciado pela familia a fazer Direito, óvbvio não sou 100% feliz, mas também que é né? E agora quero fazer o que sempre amei, Psicologia, e com sorte, fazendo buscas na internet, me deparei com este site, e este é meu primeiro post aqui! Mas isso tudo não passa de mera apresentação minha que nada tem haver com o texto, o que falarei agora! hehe
    Também sou suspeito para criticar um livro de auto ajuda visto que nunca li um, não é meu tipo de leitura, mas confesso que sou daqueles que acredita do “querer” tão comentado no texto! Sempre falo isso para amigo, e falo com muita convicção, pois vejo que realmente funciona deste forma! Mas quero deixar claro logo, que concordo com tudo no texto, e sei da necessidade de lutar para se alcançar um sonho (possivel, claro), e concretiza-lo, afinal, quero que este deixe de ser sonho né, e chegue a tão sonhada realidade!
    O que acho é que esse “querer” dito nos livros e aqui no texto deve ser corretamente interpretado! O que não é por varias vezes e diversas pessoas! Para mim pelo menos, “querer é poder” sim, mas desde que você queira de verdade, mas queira muito mesmo, a ponto de fazer tudo para que aquilo aconteça, dai sim, você terá forças para trabalhar, praticar, e até achar petróleo na rua!
    Acredito no poder da mente, acredito na lei da atração! Acreditar, querer, ter fé (A fé move montanhas, certo?), fazem parte do mesmo pacote! O querer existe, a atração também, basta você saber utiliza-lo, e quando ler sobre ele, interpreta-lo da forma correta!
    Na verdade nem sabemos se temos o controle de nossos destinos ou se eles já estão traçados né… mas isso ai já é assunto pra quem sabe um outro texto!
    Bem, espero não ter dito tantas asneiras, em meio a pessoas tão cultas!
    Abraços do novo leitor!! hehe

  3. Olá Marcos, seja bem-vindo ao blog! Fique à vontade e divirta-se.
    Seu comentário destaca um tema interessante que é o querer. Minha crítica dirige-se ao querer da forma como é apresentado pelos autores do auto-atrapalha, pois eles dizem que a simples vontade de ser alguma coisa é suficiente, sem que nada mais precise ser feito.
    Pelo que entendi da sua explicação, o seu “querer” é algo que lhe motiva a se dedicar mais àquilo em que acredita. Então, se um atleta realmente quer ser campeão ele passa a treinar com mais afinco e motivação, em vez de boiar na piscina imaginando que algum monge invisível haverá de empurrá-lo no dia da prova.
    Querer não é algo que basta por si próprio. Querer é um estado de ânimo necessário para buscar aquilo que você almeja. É uma motivação para trabalhar mais ainda. Quando você passa realmente a querer algo, aí é que sua ralação precisa começar – e não terminar!
    O problema é que os autores “se esquecem” de explicar essa parte. O termo está entre aspas porque é claro que eles não se esquecem. Eles deixam de dizer que você precisará treinar dez horas por dia em vez de duas.
    Obrigado pela oportunidade de desenvolver mais ainda o tema. Um abraço, Rodolfo.

  4. Poxa, bom texto.
    Eu gostei.
    Não gosto muito de livros de auto-ajuda, pq eu acho que eles não ajudam nada… O negócio é ralar e torcer pra ter sorte…
    Foda é ralar, dá um trabalho arretado… Mas dizem que tudo que vem fácil, vai fácil (talvez um ditado pra manter a gente submisso)… Mas, vendo o corpo a gente percebe, anabolizante ou mata, ou passa o efeito, o jeito é ralar…
    Bom texto!

  5. Rodolfo, comenta aí a alegria e o choro do pessoal com a vinda de mais um circo pra esse país de miséria…
    Tô precisando de um alento, tu vê esperança nesse país???
    E por que sempre NO RIO DE JANEIRO??? POR QUE??? Lá tem o que???

  6. Grande Rodolfo.
    Como sempre afiadíssimo!
    O texto faz total e absoluto sentido. Como ex-leitor de alguns livros deste naipe, posso dizer com conhecimento de causa. 🙂
    O “auto-ajuda”, que se fosse “auto” não precisaria de livro pra começar, não passar dali. Do limite das páginas.
    Infelizmente, não existia o seu blog há dez anos! hehe
    Hoje em dia precimos mais de sites como o seu e como este: http://despair.com/
    Grande abraço.

  7. Olá!!
    Admiro seus comentários sobre auto-ajuda. percebo que tens muito conhecimento consigo, acredito que deves passar este conhecimento as pessoas, quanto a leitura de livros de auto ajuda, acredito que quanto mais conhecimento você tiver melhor e pegue para você o que lhe for melhor do livro o que não lhe servir descarte, acredito também no CHA – Conhecimento Habilidade e Atitude, o Conhecimento adquirimos com livros com cursos palestras e de muitas outras formas, a Habilidade desenvolvemos e nos tornamos hábeis naquilo que nos propusermos a aprender, porém de nada adianta termos o conhecimento a habilidade se não tivermos a Atitude de por em prática tudo isso.
    Sucesso a Todos!
    Atenciosamente
    Roberto Patzlaff
    http://www.administrando.biz

  8. Caro Rodolfo,
    Parabéns pelo texto e pelo blog, com o qual me deparei recentemente.
    Na verdade é apenas uma curiosidade, alguns dos livros que você indica (e também indico) como Predictably Irrational, The Tipping Point e Blink são classificados como auto-ajuda na Livraria da Travessa. Não chego a considerar tal fato uma ironia pois discordo dessa classificação, mas sempre me questionei sobre tal escolha pelos livreiros…
    http://www.travessa.com.br/Busca.aspx?d=1&cta=1&ta=Malcolm%20Gladwell
    Grande abraço e parabéns novamente.

  9. Amei o texto!
    Sensacional seus comentários sobre esse gênero, tenho certeza que essa leitura vai ajudar muita gente, assim como me ajudou.
    Agora vou estudar e ralar muito, pois já li alguns livros de auto-ajuda.
    Parabéns pelo blog!!

  10. Li uns dois livros de auto-ajuda e aprendi com eles, mas não fiz deles a minha bíblia e nem por isso acreditei que visualizando eu teria o que quisesse.
    O que me fez bem é saber que a vida pode sim ser mais leve, ralar é preciso, mas focando nos meu pontos positivos, autoconhecimento. Os devos atrapalham muito, é como vc falou – eu devo trabalhar na área comercial, mas não tenho talento, para que insistir.
    Aprendi também a ser responsável por qualquer acontecimento na minha vida, se hoje estou aqui é porque quis e acredito que a sorte não tem nada a ver com isso.
    Concordo que sem conteúdo não adianta querer, mas acredito nessa força, basta saber interpretar esse querer, será que você realmente quer? É aí que o mais importante é se conhecer.

  11. Puxa vida! Por que não li este texto nos anos de 1980? Foi em 1983 que me graduei no “Silva Mind Control”. Alguém se lembra? De lá pra cá “devorei” dezenas de livros de auto-ajuda. Não, não fiquei rica e nem encontrei a fórmula do sucesso.
    Costumava dizer que esse tipo de leitura era, para mim, uma injeção de ânimo.
    Entretanto descobri que o sucesso e dinheiro só estavam garantidos para os autores que vendem milhares desses livros!
    Ainda assim fiz mais uma tentativa com o Monge… Na minha opinião um dos piores.
    Abraços,
    Marli

  12. O motor do consumismo e a morte da iniciativa

    Sempre fui um feroz crítico dos livros de auto-ajuda, mas a recente leitura de Bright-sided: How the Relentless Promotion of Positive Thinking Has Undermined America fez-me enxergar ao menos um lado positivo: eles fazem a economia andar. Não me refiro….

  13. Quem é um bosta e deseja sucesso, mas não consegue precisa parar de criticar os livros de auto-ajuda e começar urgentemente a fazer mudanças em si próprio para deixar de ser um bosta e ser alguém realmente notável.
    Somos quem queremos ser e isso porque somos passíveis de mudanças de comportamento, pensamento e ação. Isso é para quem quer e tem determinação, muito mais do que vontade de ficar lamentando-se pelas dificuldades que tem ou pela realidade difícil que passa.
    Reclamar é sempre mais fácil do que agir diferente assim como ficar na ignorância é mais fácil do que ser capaz de aprender.

  14. Finalmente alguém com inteligência fala a verdade sobre esta droga dos livros de auto-ajuda. O que podemos aprender com estes livros de auto-ajuda é que um grupo de escritores inteligentes ganha muito dinheiro em cima de um grupos de leitores medíocres, que após lerem os livros acreditam que só falta ele ficar repetindo o dia todo “EU SOU UM VENCEDOR” para virar um sucesso. Quem sabe se eu ficar repetindo “EU SOU O Gianecchiny” eu acorde amanhã o Gianechiny, talvez vai faltar eu perder uns 50 quilos. Muito bom o texto.

  15. Concordo em parte com o texto mas faço algumas considerações:
    – O que são livros de auto ajuda? Essa fronteira é muito fraca e colocar tudo no mesmo saco não pode ser.
    – No meu caso os livros de auto ajuda foram importantes para tomar o gosto pela leitura. O que me permitiu evoluir e começar a ler coisas com mais conteúdo.

  16. Meus favoritos meus

    Bom, não vou te enganar. Este é mais um daqueles textos de encher linguiça, requentando o que já está escrito, enquanto o ano não começa de verdade. Até porque, escolher seus – aliás, meus – melhores textos é uma tarefa…

  17. O vazio motivacional

    Do último post que publiquei até hoje, recebi por email esse texto sobre motivação quatro vezes. Não sei se as pessoas os enviam para mim porque sabem que detesto essas correntes ou se realmente imaginam que semelhante baboseira me comove. Se você aind…

  18. Autoatrapalha

    Há algum tempo venho falando sobre autoajuda aqui no Não Posso Evitar…, na maioria das vezes criticando as fórmulas mágicas que prometem fama e fortuna da noite para o dia. Em O nascimento do autoatrapalha surgiu uma explicação para o…

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