Haiti: o apêndice global

Todos sabemos que o apêndice é aquela minúscula parte do nosso intestino que, dependendo da pesquisa médica mais recente, não serve para nada ou para muito pouco. As únicas pessoas que, independentemente da crença em voga, sempre ganharão algo com o bendito apêndice são os cirurgiões, pois quando ele inflama – e eventualmente ele inflama, sem aviso ou licencinha – corre-se para o hospital, abre-se imediatamente a barriga do sujeito e zapt!, um a menos.

Enquanto a terra não treme, está tudo bem...
Enquanto a terra não treme, está tudo bem…

Pois o Haiti é o apêndice mundial. Não serve para nada, ninguém lembra dele nem sabe que  existe. Mas quando suas placas tectônicas inflamam, jorra pus para tudo o que é lado, a terra supura, a ilhota morre de dor. Aí todo mundo fica sabendo que ele existe.

Fora isso, você consegue apontá-lo num mapa? Sabe a capital? O presidente? A moeda? Religião predominante? Se sabe é porque leu as últimas notícias. Mas se, como eu, não lê jornais, não faz idéia. Eu me orgulho de não saber nem em que continente fica.

Em tempos normais, ninguém liga a mínima para o Timor Leste* – ou para o apêndice. Mas quando algo acontece por lá, corremos a socorrê-los, coitados.

Antes que a leitora feche mais a cara, revolte-se e pense seriamente em parar por aqui, cancelar a minha newsletter e me dar unfollow no Twitter, esclareço que meu coraçãozinho não é de pedra. Na verdade ele é igualzinho ao seu enquanto está tudo bem na Suazilândia. A diferença é que eu não dirijo toda a minha compaixão para fora das nossas fronteiras, enquanto coisas bem piores acontecem aqui ao meu lado.

Choramos mortos anônimos, num país que não liga a mínima para nós, enquanto brasileiros morrem de malária ou esmigalhados em automóveis bêbados. Compramos tijolos e cimento para reconstruir locais que jamais visitaremos, abrigando famílias das quais nunca teremos notícias, enquanto patrícios equilibram-se em palafitas por aqui.

A cada cataclisma natural, torna-se questão de tempo até surgir uma campanha de doações, um artista engajado, um político preocupado. E o povo, sempre buscando um alívio para suas culpas e pecados, embarca na infame solidariedade global. Por que infame? Vejamos:

Fotos bonitas, porque aqui não precisamos de doações
Fotos bonitas, porque aqui não precisamos de doações

Gabeira acabou de tuitar que a Folha de São Paulo fez um perfil dos militares mortos no Haiti. Lamentáveis mortes, sem dúvida, mas que só ocorreram porque eles foram para o Haiti. Fazer o quê? Sinceramente não sei. Mas o que quer que eles tenham ido fazer lá, tenho certeza de que temos a mesma necessidade aqui. Isso é egoísmo da minha parte? Falta de compaixão? Sim e não. Sim com os outros. Não com o meu próprio país.

De novo: velamos nossos militares mortos em chacoalhado território moçambicano. Mas e os PMs que morrem todo dia combatendo o tráfico daqui? Que tipo de homenagem recebem? Zero. Ao contrário, muitos ainda rendem-lhe os mesmos adjetivos dirigidos aos bandidos: bandidos. Mesmo depois de mortos. Já os haitianos são heróis, semi-deuses, mártires.

Se ainda assim você precisa pensar num bem maior, tenho uma sugestão: se pararmos de ajudar os outros países, teremos mais forças e recursos para construir nosso próprio país. Para mim isso já seria razão suficiente, mas se você precisa de mais, vamos lá! Se tivermos um país melhor, com menos injustiças (não, não estou falando em aumentar o Bolsa-Família, até porque sou contra), menos violência poderemos, sem dúvida, ajudar muito mais os países necessitados. Mas por enquanto, os necessitados somos nós.

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* Troquei o nome, mas dá na mesma.

21 pensamentos em “Haiti: o apêndice global”

  1. Rodolfo,
    Concordo com algumas coisas do seu texto, discordo de outras. Eu acho que toda tragédia é universal.
    Porém, para mim, a grande tragédia foi a perda da Dra. Zilda Arns. Aliás, minhas doações foram feitas para a Pastoral da Criança. Exemplo não só de solidariedade com seriedade, mas também um grande case sobre como estruturar um “negócio” e fazer dele um grande sucesso. Recomendo a leitura do último discurso que ela fez no Haiti, onde conta a criação e trajetória da Pastoral.
    (Ah, sim, eu já conhecia localização, capital, religião e história – triste – do Haiti antes do terremoto, desde os terríveis tempos de Baby Doc até a chegada das forças de paz, da qual, inclusive, meu primo fez parte. Aliás os militares que morreram lá são do Batalhão da cidade vizinha).
    beijo!

  2. Mto boa, garoto! O militar brasileiro enqto está no Brasil é torturador, milico, direitista e golpista, mas bastou pegar o avião pro Haiti pra passar a ser herói daqueles mesmos que torcem pelo bandido contra a PM julgando que estão todos no mesmo saco.
    O que não falta é oportunidade para ajudar ao próximo (ou ao distante, tantufaz). Mas é sempre mais fácil brincar com o dinheiro alheio e pra isso relembro o que disse, dos pedidos de que organizadores de eventos fizessem as doações!! Ou então a notícia de que o casal BraJolie doou mais que academia Wal-Mart… Meter a mão no bolso ninguém quer, ajudar sempre tb não.
    Ajudemos agora para depois nos demais dias do ano ignorar a miséria que assola a própria cidade. Isso aplaca nossa consciência.
    Abrax

  3. A questão não é lá OU aqui. A questão é AQUI E LÁ!Fazer algo pelo próximo não se prende à geografia, nacionalidade, raça, nem se algum dia vou ver pessoalmente a pessoa beneficiada ou a região beneficiada. Fazer o bem aos outros é, principalmente, não esperar nada em troca!
    A tragédia, como você mesmo aponta, é que o Brasil resolve posar de bom moço onde rende mais publicidade enquanto aqui estamos afundando num poço de violência, corrupção, impunidade…
    Abraços e parabéns pelo texto provocativo!

  4. Dia Rodolfo,
    Concordo em gênero, número e grau. E infelizmente também lembro que eu não dou dinheiro a nenhuma caridade, pois, infelizmente, há muitas que não são confiáveis e prefiro não dar dinheiro para gente safada …
    Comece ajudando o seu vizinho, sua empregada, seu funcionário.
    Vote direito (como se fosse possível), lute pela reforma (real) da educação, ensine aos seus a não fazer valer a lei de Gerson, pague mais do que 30R$ para a faxineira, não dê dinheiro ao guarda, faça a prova da auto-escola, e outras mil coisas que podes fazer sem nem sequer sair do seu bairro.

  5. Nina,
    Obrigada pela suas palavras.
    Fico pensando, Rodolfo, em todas as atividades sérias e silenciosas que são realizadas a cada segundo aqui mesmo dentro das “fronteiras brasileiras”. Muitos precisam, muitos fazem, a maioria das “mãos esquerdas não veem o que as mãos direitas fazem”, como preconiza o evangelho. Apenas FAZEM e pronto. Fazem sim.
    Luiza Helena

  6. Rodolfo,
    É verdade, infelizmente, não existe muita consideração por todos os nossos soldados da guerra diária do Brasil.
    Mas como já foi dito, acho que a situação é cuidar de lá e daqui!
    Eu tenho amigos com parentes que estavam lá! Eles foram para apoiar os que precisavam de ajuda, e acho correto, até por que eles já haviam passado um bom tempo no Rio, cumprindo a mesma função.
    É isto que acontece, infelizmente, não são todos que pensam em dar apoio, seja aqui ou lá.
    Seja onde ele for, é importante e necessário.
    Nathalia Andrade
    Estudante do 3º período Administração da UFPB

  7. Para doer menos seus olhos…

    Rodolfo,
    Sua lógica é perfeita, ou quase, até pq não conheço nada perfeito.
    Vc me conhece e sabe que sou superficial, e assim será meu comentário aqui.
    O que deveria ser feito?
    Todos paÍses tem problemas, alguns maiores outros menores, sempre relativos, desta forma o Haiti deveria ser abandonado a sua própria sorte?
    Se VC morasse lá, será que vc escreveria este texto?
    Se vc estivesse soterrado e viesse um soldado brasileiro te salvar vc diria pra ele “Gringo, go home!”, e depois “Vá cuidar do TRÁFICO das favelas, me deixe aqui, vá cuidar do seu povo!”
    As coisas são sempre mais simples atrás de um notebook. Inclusive pra mim.
    Abração,
    Augusto Camargo

  8. Caros Hood Robins*,
    acho apenas que o Brasil não deve se meter nessas coisas. É um instinto cretino de querer salvar o mundo de todas as suas calamidades, quando não se consegue nem salvar a si próprio. Somos o cara que não sabe nadar e pula na água para resgatar o afogado.
    São 15 milhões aqui, 15 milhões ali e depois falta dinheiro para construir hospital e escola. Prefiro um hospital a mais no Brasil do que 100 médicos brasileiros no Haiti. Prefiro uma escola aqui do que 500 soldados brasileiros (que nunca viram um terremoto na vida e não têm a menor idéia do que fazer nessas situações) no Haiti.
    Acho que os países ricos têm que ir em socorro nesse tipo de calamidade. Ou a ONU – mas com soldados de países ricos, não com os jovens daqui para que nossos diplomatas estúpidos continuem sonhando com uma vaguinha permanente no Conselho de Segurança da entidade.
    Se eu morasse lá não escreveria esse texto porque talvez tivesse morto, ou porque talvez a Internet não estivesse funcionando. Puta azar. Vida que segue.
    Mas se um soldado brasileiro viesse me salvar eu não diria “Gringo, go home” porque provavelmente ele não entenderia. Acharia ótimo, agarraria seu coturno e daria graças a Deus por ter alguém ali. Mas depois, quando soubesse que o país dele é tão fodido quanto o meu, teria pena dele também.
    Agora imagina se a sua casa desmorona e não podem te salvar porque as equipes de resgate estão no Haiti. Que alívio, hein?
    Ah, Éder, também já me compararam com a Sandy noutro site. É muito difícil admitir que a menina pensa.
    __________
    * Aquele que tira do pobre para dar para o mais pobre ainda.

  9. “O pensamento, o intelecto, domina o mundo. E portanto a inteligência tem um lugar muito pequeno aqui. Quando uma coisa domina, a outra tem de ser subserviente.” ( J. Krishnamurti ) Por enquanto boa parte da humanidade tenta “ajudar” mas quase sempre sem muito desprendimento. Até bons pensamentos as vezes ajudam bastante. Ajudamos mas ficamos com aquela dorzinha íntima, ou ficamos contando com algum tipo de retorno ou reconhecimento. Somos agarrados a tudo, até as idéias! Estas grandes catástrofes e as pequenas também nos ajudarão a entender que ocorrências de dor e sofrimento mesmo que do outro lado do mundo nos afetam, querendo ou não, gostando ou não e que isto não tem nada a ver com riqueza ou pobreza. Ninguém fica mais rico ou mais pobre por sentir a dor do seu semelhante, esteja ele ao seu lado, ou do outro lado do mundo. Sensibilidade é algo que conquistamos através da própria dor! Mas me parece que até lá, vamos continuar usando só o pensamento e o intelecto. Então, enquanto nos mantivermos assim, nossa tendência sempre será colocarmos o foco da questão no nível “do MEU, do EU”. Por exemplo, se o caso for da nação, então pensaremos “Mas o MEU ESTADO”. Se o caso for Municipal, pensaremos “Mas o MEU BAIRRO, ou a MINHA RUA”, sempre indiferentes ou se contrapondo a um coletivo maior ou universal, até chegarmos aos nossos próprios limites físicos, pegando como exemplo o seu “apêndice”! E já que não lhe serve para nada extirpe-o, não só ele, mas tudo aquilo que não lhe sirva mais. Veja que há pessoas com o EU (EGO) do tamanho de um país! E esse “EU” é só pensamento, só intelecto, e tudo isto é só memória! Memória é passada, o presente se faz com o AGORA! Se coisas bem piores ocorrem aí do seu lado (mais do que 100 mil mortos), chame a ONU pelo amor de Deus! Krishnamurti era mesmo uma pessoa de inteligência admirável, não é mesmo? Paz e Luz Rodolfo!

  10. Rodolfo,
    Não tenho a potência da Vera, fico na minha superficialidade…
    Apollo 13, pq gastar o que foi gasto para trazer os caras de volta?
    2-3 soldados capturados em guerra, pq realizar uma missão inteira para trazer eles de volta?
    2-3 reféns, pq mobilizar tanta gente para negociar e salvá-los?
    Simbolicamente e na prática, pela sua lógica, seria mais simples focar em outra atividade, já que dinheiro não falta as grandes nações, mas tempo falta pra todo mundo, logo, nos casos acima, deixemos os fracos ou menos afortunados pra trás?
    Eu vejo duas “coisas”, primeiro é “e” e não “ou”, dá para fazer os dois. Sim dá.
    A outra” coisa” é criar um sentimento de algo maior, que vale a pena quando a alma não é pequena, que ninguém, ninguém mesmo, está abandonado a própria sorte.
    E não tenho uma leitura somente humana, sim tb uma leitura Maquiavélica, daqui 10 anos saberemos se o ato brasileiro foi algo bom ou ruim. Exemplo disto foi o que aconteceu com o Aznar, apoiou os americanos no 11 de setembro, e depois perdeu a eleição pq os espanhois atribuiram o atentado em Madrid a este apoio.
    Resumindo o caso acima, se eu fosse 100% sofista (sei lá a % real), os políticos daqui poderiam usar seu texto da janela quebrada contra vc mesmo.
    O Sr, (chamo de Sr aqui em respeito ao seu conhecimento), sabe que o mundo não é tão simples como o modelo de decisão que vc utilizou. Falta água ali, desviemos o rio pra lá…
    Abração,
    Augusto Camargo
    PS.: Tenho certeza que um pai ao ver seu filho se afogando vai sim se atirar a água, porém, com certeza ele irá procurar algo para flutuar antes…

  11. Augusto, você escreveu:: Eu vejo duas “coisas”, primeiro é “e” e não “ou”, dá para fazer os dois. Sim dá.
    Entendo que é exatamente disso que trata o texto, o ponto todo é que o Brasil não faz ‘aqui’ e se mete a fazer ‘lá’.
    Acho também que devamos fazer “aqui e lá”, mas sendo egoísta (o que todo ser humano é, pois assim nos fazem nossos genes, e só somos bem sucedidos como espécie pois cada um de nós foi egoísta) que façam aqui primeiro ….

  12. Rodolfo, conheci seu blog hoje. Li alguns posts e confesso que vc conquistou mais uma “followers” dos diversos que você já possui.
    Concordo com a sua linha de raciocínio e, acho irônico um país que possui tantas pessoas necessitadas, enviar pessoas e dinheiro para ajudar lá. Porque tal mobilização nunca foi feita por aqui para tentar melhorar a qualidade de vida das pessoas de baixa renda que estão desamparadas? Só porque no Brasil não tem terremoto? Pior, mesmo não tendo terremotos e existem milhares de cidadãos marginalizados a beira da sociedade, infelizmente.
    O correto seria organizar nossa “casa” primeiro para posteriormente ajudarmos nas necessidades que o vizinho possui.
    Beeejo

  13. Ai, Rodolfo, plagiando o título do blog, não pude evitar voltar aqui pra comentar mais….Nunca pensei que eu ia defender publicamente o exército brasileiro, mas bora….
    Bom, o Haiti é o país mais pobre das Américas, portanto, o Brasil está, sim, em condições de ajudar. Aliás, já estava lá, ajudando, em missão de paz, que é prevista na Constituição Federal e faz parte da política externa brasileira. Como você citou, uma missão também foi enviada ao Timor Leste, entre outros. A participação é voluntária e restrita a militares do exército.
    Aliás, a maioria das pessoas que atuam em missões humanitárias é de voluntários.
    Claro que mesmo o Brasil sendo mais “rico” que o Haiti, existem lugares tão pobres quanto em nosso país. Sem entrar na questão de programas sociais e organizações civis (como as Pastorais), o exército brasileiro também atua em regiões carentes do nosso território, como em engenharia e saúde, por exemplo.
    Agora, o fato de soldados brasileiros voluntários e remunerados participarem de missões no Haiti não tem nada a ver com ações individuais que cada um pode fazer por quem está próximo. É a tal frase, “Pense globalmente, aja localmente”. Aliás, acho que essa é a melhor solução para o medo do Alexandre em “ajudar gente safada”. Não tenho dúvida que na cidade, no bairro, na rua, até mesmo na casa de cada um (você já perguntou pra sua faxineira se a casa dela foi afetada pelas enchentes?), existe alguém precisando de ajuda. Com um mínimo de esforço, é possível fazer a diferença. E mesmo que seja na vida de uma só pessoa, “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.
    Se você quer ajudar, mas tem dúvidas sobre instituições sérias, recomendo esse link:
    http://www.filantropia.org
    E como fã do trabalho de Zilda Arns, sugiro a Pastoral da Criança:
    http://www.pastoraldacrianca.org.br
    E como creio que a maioria das “leitoras” do blog é de gente ligada ou interessada em Administração, sugiro que conheçam o trabalho de Oded Grajew e o Instituto Ethos:
    http://www.ethos.org.br
    Ih, Rodolfo, você me chamar de Hood Robin??
    beijo!

  14. Nossa como voce é egoista , ja imaginou se voce estiver na sua casa e um avião teco teco cair no seu portão e voce e sua familia estiver soterrado gritando por socorro, mas seu vizinho, acha que voce pode muito bem sair do buraco sozinho, cavar com suas mõs e retirar sua familia, fazer os enterros , fazer sua comida alias voce não tera comida porque caiu bem na sua casa , sua perna esta presa voce não tem como ir a lugar algum mas seu viziinho que não tem obrigação , o que devemos fazer ? dixar voce e sua familia a propria sorte ????? agora vamos pensar na sua rua , bom caiu um avião 747 na sua rua , matou metade da rua , mas voce e sua familia ficaram vivoc , o que o bairro deve fazer , ficar olhando de camarote e rindo e falando dos problemas dos bairros ? porque todo bairro tem violencia, falta de alguma coisa enfim em vez de ajuda-los pois iriam gastar dinheiro temos que renvidicar uma praaça, ou ver o que mais falta ,mas vamos pensar na sua cidade, metade da cidade esta sofrendo com um atentado a bom ba, que matou metade da cidade o que devemos fazer ? ou no seu pais quer continuar ? Bom agora vamos pensar o maior Homem do mundo aquele que mesmo não acreditando nele sabe que é comemorado o nascimento dee no dia 25 de dezembro , ele nunca ficou mediocrimente pensando apenas nele, ele saiu pregando não apenas para uma aldeia , enfim é um pena qe exista pessoas como voce mas é otimo ver que pessoas como a do blog MENINA DE CACHOS anda tem isso me faz lembrar que quanto mais eu conheço os homens mais gsto da vida porque quando conhecemos pessoas como esta NINA podemos ver que tudo vale a pena apesar de ter algumas pessoas idiotas , mas veja ate a pessoas idiotas soltaram Barrabas .

  15. Mikaeli,
    Obrigada pelo que disse de mim. Mas, ó, o Rodolfo não é idiota. Aliás, é muito gentil.
    Ele acha que o Brasil deve ajudar primeiro os brasileiros. Há outros países com menos problemas que podem ajudar o Haiti. Respeito a opinião dele. O que eu falei sobre o exército e as missões de paz, é porque conheço, meu primo é militar da infantaria e já esteve no Haiti.
    Quanto aos links, na verdade eu estava me dirigindo ao Alexandre (que também é um cara muito legal)e a outros possíveis interessados que ao Rodolfo.
    Abraço!

  16. Bom, hora de alguns esclarecimentos.
    Que fique claro, antes de mais nada, que esse blog é meu e, por isso, escrevo nele o que bem entender. Tem sido assim desde o início e boa parte das pessoas que vêm aqui gosta exatamente disso.
    O que não quer dizer, no entanto, que eu esteja sempre certo. Muitas pessoas discordam do que penso ou digo e, assim, vêm aqui expôr suas idéias, oferecer um ponto-de-vista alternativo, contraditório até. Sempre gostei disso, mesmo porque é saudável ver o assunto sob outros ângulos. Vários leitores discordaram de minhas posições sobre este assunto e contribuíram com suas valiosas idéias – agradeço a eles por isso e respeito suas opiniões.
    Essa relação sempre deu-se de maneira inteligente e educada, construíndo um debate saudável, de alto nível.
    Infelizmente não foi o caso do penúltimo comentário, recheado de ofensas, amarrado por uma lógica infantil e sustentado por argumentos risíveis.
    Comentários serão sempre bem-vindos, pois não há coisa que um blogueiro goste mais do que o feedback da sua audiência. Mas qualquer coisa com forma ou conteúdo semelhante a esta aberração será sumariamente deletada. Quem confundir isso com censura, que faça seu próprio blog e, assim como eu, escreva as sandices que quiser – de preferência num serviço com corretor ortográfico.
    Mikaeli, você continua bem-vinda aqui. Mas procure concentrar-se somente nas figuras, porque ler não é contigo…

  17. Rodolfo,
    Fazer lá e fazer aqui não têm nenhuma relação. Dar ao Haiti não é tirar do Brasil. Não falta dinheiro para construir hospital ou escola, falta vontade política (ou interesse, como preferir). Já a ajuda ao Haiti tem, como vc já disse, uma motivação política.
    Agora em relação às doações particulares, seria melhor explicar com um texto da série de “Experimentos em Psicologia” o por quê de doarmos aos haitianos e ignorarmos nossos compatriotas que vivem em situação de miséria. Meu palpite é que tem a ver com o tipo de ocorrência – catástrofe natural dessa magnitude não faz parte do nosso cotidiano, pobreza faz. Acho que nosso coração já não sente o que nossos olhos já se acostumaram em ver…
    Abraço,
    LM

  18. Rodolfo,
    Li seu texto. Construção lógica e irrefutável. Parabéns!
    Mas alguma coisa me incomodou… Achei que ficou faltando alguma coisa…
    Lembrei-me então de um parágrafo de “O Último Discurso” de Chaplin:
    “(…) Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. (…)”
    Acho que foi a ausência total de compaixão no seu texto que me incomodou.
    Concordo com você que antes de olhar para fora das nossas fronteiras, temos muito o que resgatar dentro delas, contudo, se talvez conseguíssemos mudar o nosso modelo mental atual de Escassez e Restrições para o modelo de Abundância e Prosperidade, fosse muito mais fácil pensar (e agir) na ajuda aos necessitados brasileiros, haitianos, etíopes, etc.
    Pensamos muito, mas de forma pequena e restrita, e talvez pudéssemos pensar/sentir/agir grande (de forma próspera e abundante).
    (Mas acho que esta é uma filosofia para ser discutida em outras esferas… risos).
    Um grande e sincero abraço,
    Marcelo.
    PS: Se interessar, o ‘Discurso’ completo pode ser encontrado em http://www.culturabrasil.pro.br/chaplin1.htm

  19. Sobre tragédias e tragedistas

    Ainda não formei uma opinião sobre o affair Luciano Huck e sua iniciativa de ajudar as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro. Gostaria da opinião de vocês, queridas leitoras, para entender melhor o que está por trás das intenções…

  20. Rodolfo, mais uma vez parabéns, sou fãn dos seus textos pelo simples fato de você escrever a sua opinião e pronto
    Guardei essa frase pra mim “Que fique claro, antes de mais nada, que esse blog é meu e, por isso, escrevo nele o que bem entender” hilária hahaha, também vou utilizar quando tiver uma oportunidade
    Seus textos são inteligentíssimos e polêmicos, mesmo alfinetando os gostos das pessoas (como foi no Artigo das Havaianas) e os sentimentos (como é o caso da solidariedade brasileira neste), sempre há argumentos sólidos para expor o seu modo de pensar.
    Meus parabéns!

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