50 dicas bem-intencionadas para uma monstruosa cagada

Circulou recentemente pelo twitter uma lista de ações contra o Aquecimento Global, com a tocante legenda de que são coisas simples e que todos nós podemos ajudar. Quem resiste a um apelo desses? Eu.

Mas por quê? Seria esse autor tão insensível a ponto de não se comover com o destino do Planeta? Teria o Rodolfo uma personalidade tão mesquinha que não se importasse com o futuro da humanidade?

Pois a resposta é exatamente o contrário. Justamente por ser preocupado com o nosso destino e o futuro da humanidade é que eu me dou ao trabalho de ler essas coisas. Mas leio com o devido senso crítico, perto do qual os ecologistas não passam nem perto. Percebo, desta forma, o quanto essas pseudodicas estão equivocadas e, na maioria das vezes, resultariam em efeitos piores do que o status quo. E ainda, algumas delas podem ter, talvez, algum escuso interesse por trás. Ou seria exagero? De qualquer forma, os logotipos que ilustram este texto são meramente ilustrativos e não têm relação direta com o tema.

Senão vejamos:

 

6a00e554b11a2e88330120a94f4d18970b-100wi1. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

OK, o que você vai fazer com suas lâmpadas velhas? Por que vai gerar uma enorme quantidade de lixo (lâmpadas velhas) sem nenhum motivo? Por que vai jogar fora algo que está funcionando?

4. Não deixe seus aparelhos em standby
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

Mentira. O consumo de energia de TV de LCD, aparelhos de DVD e Home Theaters  é irrisório. Testes realizados com esses aparelhos – que representam o padrão do que fica em standby em nossas casas – nem movem a agulha de um wattímetro. E quem vai ficar tirando as tomadas da parede, muitas vezes atrás da estante ou embaixo do sofá? Haviam prometido conselhos práticos…

6a00e554b11a2e88330120a9502375970b-75wi 6. Descongele geladeiras e freezers antigos… se é que você ainda tem um!
Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

Como no caso das lâmpadas, para onde vão milhões de geladeiras velhas e funcionando? Na maioria das vezes, trocar a vedação da geladeira funciona maravilhosamente bem. E é bem mais barato. 6a00e554b11a2e88330120a9504005970b-75wi

12. Nunca é demais lembrar: recicle

Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

Creio que este tópico dispensa explicações. Realmente é algo bom, apesar de a principal causa da alta taxa reciclagem do Brasil ser devido à miséria do povo, não à sua consciência ecológica. De qualquer forma, vai o logo do patrocinador dessa causa.

6a00e554b11a2e883301310fb737e2970c-100wi 14. Reduza o uso de embalagens
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

Esse é surreal! Embalagem pequena pode representar desperdício de água combustível e recursos naturais. Mas há tempos que o tamanho das famílias vem diminuíndo e, assim, as embalagens têm que ser menores para evitar desperdício daquilo que ela envasa. E como você vai comprar água levando sua garrafinha? Vai até o poço? Vai levar cem garrafinhas ou vai lá sempre que tiver sede?

6a00e554b11a2e88330120a95058be970b-100wi 16. Utilize uma sacola para as compras
Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

Sacolas plásticas também são inimigas de quem tem que pagar por elas, isto é, o supermercado. Quanto menos você usar, melhor para eles. Se quiser comprar sacolas de pano no próprio supermercado, tanto melhor. Para eles. Só não esqueça que, ao parar de levar as sacolas de supermercado para casa, você precisará comprar sacos de lixo. Ótimo negócio, não?

ADENDO PÓS-POST: essa idéia aqui é muito mais original!! Transforme sua camiseta usada numa linda sacola de pano. Está bem mais próxima do que Kevin Roberts chama de mudança de mentalidade de Verde Total para Azul Possível.

18. Compre alimentos produzidos na sua região
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

O grande problema com essas propostas ecológicas é sua grande inconsistência interna. O item 14 diz para comprar quantidades maiores para obter economia de escala no uso da embalagem. Só que produção local de alimentos é feita em pequenas plantações, assim como a orgânica, onde não há nenhuma economia de escala. O resultado é que o gasto energético e a poluição gerada são muito maiores – tanto na produção quanto no transporte.

6a00e554b11a2e883301310fb7710e970c-100wi 22. Ande menos de carro
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

Se as pessoas negligenciam sua própria saúde indo à esquina comprar pão de carro, por que fariam isso para “salvar o planeta”? Outra inconsistência interessante que pode ser notada aqui é a seguinte: transportes coletivos poluem menos do que os individuais, certo? Então cidades com pouco transporte coletivo poluem mais, por habitante, do que aquelas com um transporte coletivo eficiente. Logo, cidades grandes poluem menos do que cidades pequenas!

6a00e554b11a2e883301310fb75f78970c-100wi 24. Mantenha seu carro regulado
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

Há uma outra medida muito mais eficaz e que poderia reduzir a poluição dos automóveis em cerca de 40% imediatamente: tirar de circulação os automóveis que não pagam impostos nem multas. Ecologista-verdinho, você está com seus impostos em dia?

6a00e554b11a2e883301310fb76e83970c-100wi 27. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

Carros menores e menos potentes não necessariamente poluem menos. Carros baratos desregulam mais rápido e os recentes estudos mostraram que os populares têm os maiores índices de poluição. E o álcool, alardeado como a grande solução energética de transporte, tem sua cadeia produtiva baseada em mão-de-obra semi-escrava. Além disso, a consciência ecológica dos donos de carro Flex não resiste a um soluço no preço do etanol e/ou do açúcar (controlados por oligarquias usineiras monárquicas), mostrando que o incentivo é muito mais econômico do que ambiental.

6a00e554b11a2e883301310fb787d4970c-100wi 29. Voe menos
Deixar de pegar um avião apenas uma ou duas vezes por ano faz uma diferença significativa para a atmosfera. Se você não pode se dar esse luxo, que tal neutralizar suas emissões?

Sim, e a inútil Conferência de Copenhague, não entra nessa conta? O turismo dos ecologistas não deveria ter sido evitado?

6a00e554b11a2e88330120a950b51c970b-100wi 36. Considere trocar seu monitor
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

Esse você já aprendeu, né? É igual ao das lâmpadas e geladeiras. Interessante é a sugestão para você passar o problema (um monitor que gasta muita energia) para uma ONG. Você não pode desperdiçar energia, mas a ONG pode, né?

6a00e554b11a2e88330120a950c293970b-100wi 39. Não permita que as crianças brinquem com água
Banho de mangueira, guerrinha de bambuchas e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

Adultos continuam liberados para brincar com água? Senão o ideal é eliminarmos todas as piscinas do mundo, já que a água é muito mais importante. Aproveitamos e acabamos, também com provas de natação e partidas de pólo aquático. Aliás, luzes em estádio também gastam energia à toa. Vamos propôr o fim do futebol. E para quê cinema? Afinal, preservar o meio ambiente é muito mais importante do que se divertir.

6a00e554b11a2e883301310fb7b7f8970c-100wi 45. Não peça comida para viagem
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

É uma questão de troca, porque pratos e talheres precisarão ser lavados no restaurante. E você também gasta combustível indo até lá.

50. Divulgue essa lista!
Envie essa lista por e-mail para seus amigos.

Envie a MINHA lista, óbvio… Porque se todos seguirem a lista original, prepare-se para um monumental desastre ambiental!

19 pensamentos em “50 dicas bem-intencionadas para uma monstruosa cagada”

  1. Tem um ponto que poucos sabem sobre o item 1 (das lâmpadas). Recentemente assisti uma palestra onde foi dito (e comprovado com números) que as lâmpadas fluorescentes tem um custo ambiental bem maior do que as incandescentes.
    A questão é que ela gasta menos energia mas, pra produzí-la, o custo ambiental e a poluição é bem maior do que a economia criada por ela. Ou seja, pro consumidor ela é vantagem sim, no bolso inclusive. Pra natureza nem um pouco. Pras empresas que a fabricam também é vantagem porque a tecnologia é mais difícil de ser replicada, logo a margem de lucro é muito maior do que as velhas incandescentes.

  2. ah, vc deixou de fora a coisa de ‘comer menos carne’ …. alguém já fez a conta do custo ambiental (roubei essa do Ricardo) comparando vegetais com a carne, por caloria que chega à boca do ser humano?
    E se o pum das vacas aquece o planeta, vamos matar os seres humanos (principalmente os mais velhos) pois os mesmos ‘pumzeiam’ muito.

  3. Engraçado que outras coisas obvias ficaram de fora da “lista”.
    Papel reciclado, feito a partir de papel, é melhor em alguma maneira para a fixação de carbono, em relação ao papel novinho, feito a partir de madeira REFLORESTADA, e não extrativa ?
    E quanto ao simples plantio de árvores, em um país abençoado com sol todo o ano, onde ficam ? Quantas e quantas calçadas com postes ou tocos, substituindo as árvores? E quanto aos canteiros centrais desérticos das avenidas ? E ao redor das estradas de todo o país ?

  4. Caro Livio, obrigado por sua lembrança sobre os tópicos que ficaram de fora. Por isso há o link no texto, de forma que todos possam verificar o que faltou. Tenho o péssimo hábito de mostrar todos os lados da questão.
    Eu separei aqueles que achei mais gritantes mas, sem dúvida, há outros tão ou mais equivocados e que são propostos sem o menor cuidado com seus efeitos colaterais. Ecologistas só conseguem enxergar o efeito benéfico de suas soluções. São razoáveis em eficácia, porém péssimos em eficiência.
    Sobre papel reciclado, não escrevi porque não entendo nada. Mas não compro porque não pago mais caro por algo de qualidade pior, só porque é bonitinho. Não é por isso que vou ficar bem na foto. Aliás, uma pesquisa recente comprovou que as pessoas só compram produtos ecológicos quando tem alguém olhando. Esse tipo de indulgência eu passo…
    Sobre árvores, o texto original (das 50 dicas) é escrito para quem mora em casas com grandes jardins, onde o leitor pode plantar suas árvores e usar seu lixo como adubo. Não é o meu caso.
    Além disso, é preciso chegar a um consenso sobre essa dúvida dos ecologistas: para ter mais árvores é preciso ter mais CO2 (por isso as estufas têm concentrações de CO2 mais altas do que o normal). Reduzir a emissão de CO2 significa, então, condenar as árvores que ainda nem foram plantadas.
    Mesmo assim, sua preocupação com os itens que ficaram de fora é justa. Mas há algum comentário sobre os que ficaram de dentro?
    P.S.: O interessante é que o meu blog tem espaço para comentários. Já o site onde achei a lista…
    Um abraço, Rodolfo.

  5. Só discordo das lâmpadas, afinal incandescente não dura muito e vai para o lixo de qualquer forma, portanto trocar por uma fluorescente vai dar na mesma, e com a vantagem de ser bem menos cruel à conta de luz.

  6. Ei,você sabe que na europa descobriram que a tinta usada nas residências, aquelas que contém anti-mofo e as massas corridas liberam substâncias tóxicas durante as chuvas,contaminando o solo e as águas?
    Toda a atividade humana é nociva.Nossas criações químicas são um desatre ecológico.Corrigindo, nossa existência é o próprio desastre.
    Mas como a natureza é sábia, e toma o controle, no próximo cataclisma ela se livra da gente, e dá espaço para uma nova forma de vida.
    Rá!
    Gênio será o humano que conseguir resolver essa equação desastrosa!
    bjo

  7. Rodolfo,
    Sobre a sua lista, eu não havia tecido nenhum comentário por que eu concordo com grande parte das suas dúvidas e colocações.
    Veja, ainda que sejam sugestões válidas, o fato de serem questionáveis, ou que as consequências sejam bem mais do que simplesmente “salvar” o planeta.
    Na maioria das vezes, há um preguiçoso trabalho de “copiar e colar”, que ignora a grande diferença entre a planta energética dos países do hemisfério norte (predominantemente termoelétricas, ao contrário do Brasil), e a sua destinação (grande parte dos combustíveis fósseis tem sido usados simplesmente para aquecimento doméstico, por isso em geral o preço do barril de petróleo tende a aumentar nas vésperas do inverno do hemisfério norte).
    Acho fundamental ser ponderado, para evitar “consensos” de manada em torno de medidas pouco efetivas, ainda que o “significado simbólico” de se tentar mudar os hábitos sem dúvida é louvável.
    Mas não chegaria a exageros, como recentemente virou “Moda” contestar até a existência de sinais do aquecimento global. Jared Diamond, em seu livro “Colapso”, se refere a “Normalidade deslizante” – parametros oscilantes que se movem lentamente e dificultam a percepção das mudanças. Mas o desaparecimento de geleiras, neves “eternas” se esvaindo dos cumes das montanhas, entre outros sinais cardinais, provam que a coisa tem realmente ido nesta direção.
    Quanto ao CO2, ele não fará falta às árvores ou plantas, ainda que nós, humanos, fossemos varridos da face do planeta. A maior parte das folhas dispõe de uma fantástica proteína, o Rubisco (que é de longe a proteína mais comum no planeta), que é responsável pela captação do CO2, e esta, por sua vez, é ajustada conforme a concentração de CO2 disponível.
    Por outro lado, a fixação desse carbono, atualmente, só acontece em escala por meio da biomassa fixada, ou seja, em primeiro lugar, vida vegetal crescendo em velocidade acelerada (como no Brasil, com sol o ano todo), e depois, pela indisponibilização desta massa (seja por preservação, ou por sua utilização de maneira que não o mobilizem, por exemplo papel ou madeira, ou até mesmo ao reduzir a queima de combustível fóssil substituindo pelo renovável – as grandes siderúrgicas ainda usam apenas carvão mineral, por exemplo).
    Acho que o maior mérito deste post é justamente o de sublinhar a ingenuidade de ações ou intenções, por falta de reflexão, que teriam bem menos resultado do que o esperado (e prometido), e pior, poderiam dissipariam os esforços em torno de medidas pouco ou nada úteis.

  8. Peraí Rodolfo
    Tudo bem, temos que desmistificar a sabedoria convencional.
    Mas dá para você fazer um post mostrando, com a mesma verve, que há coisas que podem e devem ser feitas?
    Só para ficar numa, que me parece óbvia: arrancar carros para fora das ruas com processos que mudem comportamento das pessoas, como:
    – pedágio urbano;
    – carona solidária catalisada pelas empresas para seus empregados, usando a facilidade de coordenação e auto-organização que a internet nos oferece;
    – simancol da classe média que abarrota o entorno de suas residências com os seus carrões na hora de levar os queridos filhotes para a escola (vou lhe mandar fotos que vamos tirar na saída da garagem do meu prédio, de 4 carros que levam seus pimpolhos para o mesmo colégio dentro dos mesmos 5 minutos).
    Aliás, carros de famílias cujos pimpolhos ouvem na escola o blablablá da sustentabilidade (para os outros).
    Ou seja, esquizofrenia de uma estupidez coletiva de indivíduos que certamente são inteligentes nas suas esferas privadas.
    Um grande abraço
    Sergio Storch

  9. As cidades grandes com melhores redes de transporte coletivo poluem menos, sim, POR HABITANTE, do que as cidades médias sem bom transporte coletivo. É preciso tomar cuidado com raciocínios simplistas. Uma conclusão tão apressada dessas diminui muito a credibilidade das demais “dicas”. Se Você se autoiludiu tão flagrantemente com sua própria capacidade de descobrir as “besteiras” dos ecologistas, como acreditar nas demais “ponderações”, nem tão ponderadas assim? Saudações. SL.

  10. Caro Rodolfo,
    Um pouco atrasado, – só uns dois anos -, mas acabei de ler o Outliers. Confesso que preferi o Iconoclasta, que já havia lido antes deste. No Outliers a parte que achei mais interessante foi sobre a análise de acidentes aéreos, muito embora tenha achado um certo exagero de páginas para o que se propunha. Mas me foi muito útil até porque estudo muito sobre “fator humano” e erro sistêmico.
    Mais uma vez parabéns para o seu blog.
    Luis Antonio Diego

  11. Sérgio, eu falei um pouco sobre formas mais amenas de proteger o ambiente – e, por isso menos, mais fáceis de serem abraçadas. Foi no texto da palestra do Kevin Roberts, num Fórum da HSM.
    Nesse texto escrevi: “A rígida e inflexível abordagem dos eco-chatos dificulta a adesão de uma parcela maior da população aos seus conceitos. Por isso ele entende que devemos mudar o foco do Verde Total para o Azul Possível. Sem radicalismos é mais viável encontrarmos o equilíbrio fazendo o que é possível fazer, em vez de nos encaixarmos numa obrigatoriedade impossível de ser alcançada.
    Em vez de nos submetermos a limites ecológicos incompatíveis para a maioria, devemos buscar as possibilidades reais, muito mais realizáveis no curto prazo. Transformar obrigações de conservar a natureza em oportunidades de sermos mais saudáveis, em todos os aspectos. E pensar mais em salvar as pessoas do que o planeta inteiro.”
    Abraço, Rodolfo.

  12. Proibindo a sede

    Quando fiz minhas críticas às 50 ações contra o aquecimento global, fui acusado de insensível, apontado como malvado vilão destruidor da natureza. Na verdade eu não torço para nenhum dos dois lados. Claro que não gostaria que todas as florestas……

  13. Resmungadinha rápida

    Vindo para o trabalho hoje cedo ouvi um spot de rádio na Kiss FM que me fez pensar – algo que o redator da peça deveria ter feito. Não lembro quem era o anunciante (dinheiro jogado fora), mas o objetivo…

  14. Não adianta, ainda não achei texto sério. Porra, é óbvio que ninguem vai trocar lampada funcionando…. muito menos, eletrodomestico… porra, claro que podemos continuar usando sacolas plásticas nos lixos de casa, basta consumir menos sacola, ou a gente usa todas as 400 mil que trás do mercado….? Andar menos de carro, consumir com moderação, evitar o desperdicio e descartar de forma correta. prá isso, não precisa ser eco chato, basta de ter consciencia e bom senso, coisa que este texto não teve.
    Sem paciência para estes discursos que não levam a nada….
    Mais um querendo ser engraçadinho…. ;D

  15. Claudia, não estou querendo ser engraçadinho – isso fica de brinde. Se quem escreveu as dicas originais não quer que as pessoas troquem suas lâmpadas, por que está no texto? E as geladeiras?
    Comparando os dois textos – o original e minha crítica – é muito fácil perceber de que lado está o bom senso. Aliás, eu esperava tréplicas mais consistentes – coisa que o seu comentário não foi.
    Se vier comentar novamente, por favor tire a porra da boca.
    Obrigado, Rodolfo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *