Atirando no que não viu III

Para minhas mais antigas leitoras esse é um momento aguardado ansiosamente. Para as que acabaram de chegar, explico que a série Atirando no que não viu é uma coletânea divertida das mais pitorescas buscas feitas no Google que, por motivos que realmente desconheço, acabaram resultando em mais um incauto conhecendo o meu blog.

Que situação, hein...?
Que situação, hein…?

São coisas tão surreais quanto “puberdade- o que deixas as adoleçentes exitadas” contado em Atirando no que não viu, ou “como fazer para mentir para a mãe que não tem aula” esmiuçado em Atirando no que não viu II.

Agora que as regras já estão claras, vamos às mais recentes pérolas garimpadas pelos tortuosos caminhos que vos trazem até mim:

O recente texto sobre canhotos confundiu ainda mais um tropeçante internauta que googlou: “um ambidestro pé mais inteligente?” Muito provavelmente seus dois pés somados são mais inteligentes do que o resto do corpo – incluíndo o cérebro.

Outro tinha uma duvidosa dúvida anatômica: “e como evitar o apêndice?” Talvez ele não quisesse ter apendicite, mas para evitar o apêndice propriamente dito só há duas maneiras: não nascendo ou abrindo a barriga e tirando-o. De qualquer forma, coitado, caiu num texto sobre o Haiti

Já um leitor procurava dicas sobre o livro que queria comprar: “opiniao de quem leo livro freakonomics”. O cara escreve Freakonomics direitinho e caga na hora de conjugar o verbo ler? E não tem desculpa de digitação porque tem um “i” entre o “u” e o “o”. Ou então, quem é Léo?

Ainda assim, alguns são realmente curiosos e, até certo ponto, educados: “fotos de pessoas ricas mostrando o seu penis”. Mas, sinceramente, não entendo a motivação dessa busca, nem o que o dinheiro tem a ver com isso – muito menos o porquê de o leitor ter aterrisado em Momento Copy/Paste.

No campo dos óbvios ululantes, questionaram “a obrigatoriedade do voto obrigatorio”, caindo na minha defesa da atual imposição. Imagino a obrigatoriedade do voto facultativo…

Dois meses sem sentar. Quero ver explicar...
Dois meses sem sentar. Quero ver explicar…

Um aspirante a caubói buscou conselhos teóricos para uma perigosa atividade: “DICAS PARA NAO CAI DE TOUROS”. Particularmente, Tenho uma dica infalível para não cair de touros: não suba neles. Touros não são feitos para serem montados – como este texto deixa claro -, nem espetados.

Nessas pesquisas acabo aprendendo, também, alguns segredos básicos que qualquer profissional de SEO sabe: o título influencia demais nas buscas. Por isso toda a sorte de tarados acaba se desencontrando no meu blog, em textos como Enfia o chip no cu! ou A orgia das freiras universitárias. Lamento, mas esses vou pular.

Um possível empresário mostrou que sabe tão pouco de legislação trabalhista quanto de Português: “a empresa que contrata deficientes fizicos paga mesnos empostos?”. Espero que tenha entendido, em O correto e o possível, que a lei de cotas é mais uma aberração da nossa legislação para abafar alguns problemas fingindo corrigi-los.

Um pouco atrasado em relação à Copa do Mundo, o velho e bom Galvão Bueno também foi objeto de algumas dúvidas: “o que eu acho do galvão bueno”. Como assim, o que você acha do Galvão Bueno? Se você não sabe como o Google vai saber? E “voz galvão bueno falando”? Como será a voz do Galvão Bueno calado?

Outra diversão é tentar entender a motivação por trás de determinadas consultas. Por exemplo: “posso nao ter cido o primeiro” Primeiro a fazer o quê? Escrever sido com “c”? Ou era alguma dúvida sobre o passado horizontal de sua namorada aparentemente virginal? Ou “forma mais façil de me transformar num vampiro real” Por que essa fixação em vampiros?

Diverte, também, a intimidade que algumas pessoas alimentam com o Seu Google – ou Dona Google, sei lá: “posso te fazer uma pergunta indescreta”. Seria alguma pergunta sobre como se escreve “indiscreta”? De qualquer forma, não haveria razão aparente para cair num texto sobre negociação.

E, last but not least, as dúvidas escatológicas: “dicas de ficar um dia inteiro sem cagar”. Sem comentários*. Quem arrisca uma explicação?

FACEBOOKERS: Não esqueçam de clicar no Like/Curti, logo ali embaixo! Se gostar, claro…

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*Só de curiosidade o destino foi Dicas bem-intencionadas para uma monstruosa cagada. É, até que tem a ver…

5 pensamentos em “Atirando no que não viu III”

  1. boas, muito boas ……
    talvez a questão do penis da pessoa “rica” tenha a ver com o adágio popular “quem dá aos pobres paga o motel”.
    Tirando algumas do meu blog primo distante lá de Barbacena do seu::
    “lista dos melhores presentes de grego” – o cara não entendeu o que é presente de grego …
    “os astronautas se masturbam?” – será que é isso que está evitando o cara de ser um astronauta?

  2. Muito interessante e rico este seu espaçovirtual, meu caro: parabéns pela boa dose de sarcasmo oportuno e fina ironia contra (ou seria a favor? Rs) este quase acéfalo mundo virtual… “Curti” bastante! Só me restou a curiosidade de como o amigo faz para “descobrir” como chegaram a determinado ‘post’ esses seus loucos visitantes inoportunos – sou quase um apedeuta na área virtual (apesar de ter um ‘blog’… Mas lá sou assessorado por quase-profissionais na área virtual!)! Abração!

  3. Atirando no que não viu IV

    E lá vou eu, mais uma vez, tentar fazer graça com as presepadas que empurram internautas desavisados aqui para os meus domínios. Para quem (ainda) não leu nada desta série, é uma coletânea das toscas consultas feitas ao Google e…

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