Mais livros. Ou menos?

Meu amigo Miguel Cavalcanti anunciou um ambicioso objetivo para 2011: ler um livro por semana. São 52 no ano, no total. Eu acabei de fechar 2010 tendo lido vinte e, devo confessar, foi uma tarefa difícil, bem difícil. (Veja meus comentários sobre cada um deles neste post.)

Digo isso por três principais motivos. O primeiro é que todos os vinte livros de 2010 foram lidos no original, em inglês. Por melhor que seja a sua fluência no idioma, isso te atrasa um pouco. Sempre há um termo novo, uma expressão original, uma metáfora ou gíria com a qual você não está familiarizado.

6a00e554b11a2e88330148c77d0474970c-800wiO segundo refere-se aos temas em si. Exceto, talvez, por Endurance: Shackleton’s Incredible Voyage nenhum deles era romance, aventura, ficção ou coisa parecida. Todos eram sobre um tema novo, uma teoria recém-surgida, uma ideia original, um conceito emergente. Isso toma tempo porque você tem que entender, digerir, refletir para, quem sabe, adaptar à sua forma de pensar.

O terceiro – que talvez seja uma forma de compensar os outros dois – é que faço anotações sobre absolutamente todos eles. Normalmente dobro uma folha sulfite ao meio e vou anotando frases características que, em algum momento, serão úteis para lembrar-me de algum detalhe importante, uma passagem específica, um tópico marcante – sempre com o número da página ao lado.

6a00e554b11a2e88330147e1737591970b-800wiFinalizado o livro, todas as anotações vão para um arquivo Excel devidamente batizado Quotes. Sim, concordo que é um trabalho danado, talvez repetitivo, possivelmente maçante. Mas tenho uma rápida e eficiente referência para cada livro lido e posso recuperar qualquer tema com alguns cliques – seja numa obra somente ou em diversos autores.

Há outros efeitos colaterais resultantes deste hábito: você não se esquece como escrever à mão (sim, a foto acima é um exemplo da minha caligrafia canhestra) e sua redação em inglês melhora sensivelmente.

Termino dizendo que não duvido nem desdenho do ambicioso objetivo de ler meia centena de livros num ano. Muito pelo contrário, admiro esta determinação e torço para que o objetivo seja alcançado – não só por ele mas também pelos que decidiram segui-lo na empreitada.

Mas isso não é para mim. Possivelmente lerei menos (livros) em 2011 do que em 2010. A razão é muito simples: foi muita coisa para absorver pois, além dos livros, há diversas outras publicações que não consigo deixar de lado (em 2010 assinei a Harvard Business Review e a McKinsey, além de seguir religiosamente alguns blogs. )

Outro motivo é que preciso retomar uma das principais motivações que fizeram esse blog surgir: escrever sobre o que leio. Em 2010 li muito. Em 2011 escreverei muito. Leia-me se for capaz!

8 pensamentos em “Mais livros. Ou menos?”

  1. Boas dicas Rodolfo! Eu já tracei metas desse tipo também e vi que não eram metas e sim sonhos, ao menos pra mim.
    Também registro várias passagens dos livros que leio, mas uso o OneNote da Microsoft pra isso, achei melhor que o Excel.
    Jamais rabisco meus livros! Muita gente me condena por isso, mas tenho um xodó com eles…
    Enfim, um abraço e um excelente 2011!

  2. Gostei da reflexão Rodolfo.
    Entrei nessa de ler um livro por ano em 2010, li 51, mas, confesso, não tirei todo meu proveito de todos eles, pois algumas vezes acabava um e já começava a ler o outro. E, lógico, alguns livros eram curtos, se bem que alguns desses curtos foram os mais importantes.
    Esse ano pretendo ler o que eu tiver mais afim, sem pretensões numéricas, e fazer melhores anotações.
    Abraços, Diego.

  3. Reajustei minha meta de leitura para 2011 (estava entre os seus e a meta do Miguel).
    Acho tão difícil ler 52, quanto ler 20 com anotações e em outro idioma.
    Taí uma “competição” saudabilíssima.
    Abraço e boa leitura.
    p.s: tenho lido 2 livros ao mesmo tempo. Um de produtividade pessoal e outro de ficção, romance, policial, biografia. Vale a pena pra relaxar e também ensina a aprender por outros meios.

  4. Olá Rodolfo,
    Acredito que ler livros é uma atividade saudavel.
    Em 2010 estava fazendo meu trabalho de conclusão de curso, e pela atividade, li vários livros (não contei a quantidade). Acredito que ler por ler, sem fazer anotações e observações, acaba fazendo com que o leitor esqueça facilmente o assunto ou lembre vagamente dele.
    Não consigo ler sem ter um papel e uma lapiseira do lado do livro, principalmente se for um livro técnico.
    E amo meus livros, sou muito ciumenta com eles… hehehe

  5. Ola,encontrei se site, fazendo buscas para a faculdade,realmente muito bom,adorei,tentarei tamber ler mais e mais…abs,jorge araujo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *