Twitter e Facebook: água e óleo

Inventaram o Twitter. 140 caracteres de cada vez. Demorei a encarar, mas depois até comecei a gostar. OK, vai, gosto bastante, admito! É rápido, prático, um monte de gente pode ler o que você diz e você pode acompanhar outro tanto.

Além disso, você precisa ser direto, prático – e isso me atraiu ainda mais. Tuitar bem é uma arte na qual ainda engatinho, confesso. Mas é um desafio bacana de encarar, especialmente para quem gosta de escrever.

Aí criaram um troço onde você podia escrever mais de 140 caracteres, mas o tweet vinha truncado, com um link no fim, no lugar onde deveria estar o resto do texto. Tipo novela que para no meio e você tem que ir na geladeira ver o próximo capítulo.

Não, obrigado. Se não cabe em 140 caracteres – e, acredite, tudo cabe! – então não escreve. Ao menos não no Twitter. A regra é clara. Não vou ler suas mensagens picadinhas. Vários unfollows. Você deve ter ido nessa leva.

- Sai daí, passarinho!
– Sai daí, passarinho!

Se não foi, pode ter sido numa das vezes que passei a seguir mais de 100 pessoas. Desde o (meu) início (no Twitter) percebi que se você seguir muita gente, você não segue ninguém. Porque não dá tempo. Meu número é 100. Mais do que isso é inviável. Menos é monótono.

Então inventaram o Facebook (não tenho certeza se a ordem foi essa, mas se um dia fizerem um filme sobre o Twitter, aí saberei). Trocentos caracteres, foto, vídeo, música, cheiro, frio e calor. E vírus (na verdade dizem que é malware, mas pra mim é a mesma coisa, porque te sacaneia igual).

Ora, como o Facebook é um ambiente mais complexo, com mais recursos, as pessoas escrevem coisas mais elaboradas e gastam mais tempo noutras atividades, como Curtir, comentar ou mesmo aqueles joguinhos imbecis. Enfim, tem gente que gosta…

O que importa é que se escreve beeeem menos do que no Twitter e, sendo assim, você não precisa ser tão criterioso na escolha de quem vai aceitar como amigo, porque não corre o risco de inundarem a sua timeline, caso fosse o Twitter.

Por isso, nunca precisei me preocupar em quanta gente seguir no Facebook. Até porque, ao contrário do Twitter, via de regra é uma relação de mão dupla: quando você adiciona alguém, ambos se seguem. Raros foram os casos em que bloqueei alguém no Facebook. A pessoa tem que falar muita asneira (tipicamente frases de autoajuda, pensamento positivo e semelhantes idiotices) para entrar nessa classificação.

Seja como for, qualquer remelento percebe que são duas coisas beeeeem diferentes. Menos o infeliz que teve a ideia de integrar ambos. Isto é, tudo o que o cara escreve no frenesi do Twitter, em 140 caracteres, aparece também na plácida timeline do Facebook. Em outras palavras, corromperam o meu ideal de 100 seguidos, contra a minha vontade.

É mais ou menos como você assistir a um jogo de futebol na TV com a narração do rádio. Junto com a narração da TV. São suas coisas diferentes, duas linguagens diferentes – e muitas vezes sobre as mesmas coisas. Em um, o cara precisa descrever tudo, muito rápido. No outro, como tem mais recursos, dá para falar com mais calma. Ou seja, definitivamente não combina.

Verdade seja dita, tenho alguns amigos que trabalham com mídias sociais. Nenhum deles, repito, NENHUM DELES faz uma asneira dessas. Emprestando seus conhecimentos, imagino que tal casamento não tenha muito futuro. Palavra de especialistas. Eu, ao menos, concordo com eles.

5 pensamentos em “Twitter e Facebook: água e óleo”

  1. Ahhh Rodolfo, fala sério. Esse post tá parecendo aquele #mimimi de quem não consegue equilíbriar a utilização de mais de uma mídia.
    Usar uma ferramenta de integração gera uma economia de tempo quando você quer postar conteúdos nas duas plataformas.
    No mais, parabéns pelo ótimo blog, aprecio muito seus textos.
    Abraço!

  2. Putz.. sugiro que tu volte a escrever sobre economia comportamental.. esse post é cheio de mimimi e foge do padrão dos outros post.. fica a dica! abs

  3. Rodolfo,
    Gostei do mimimi! Acho que tudo depende da perspectiva do usuário. Tem gente que só quer dizer que entrou de novo no Starbucks. Para isso, melhor integrar tudo e repetir a mesma coisa em todas as redes. No outro extremo há os que distribuem seus conteúdos criteriosamente entre as redes, em geral profissionais. E há todo tipo de gente no meio. Não se pode impedir essa “bagunça” senão selecionando contatos. Bem, esse é meu mimimi..
    Parabéns pelo post e por aceitar abertamente comentários.
    Abraço, Cesar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *